Siga-me ;)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

02 de fevereiro

ESSE BRASIL DE ÓDIO NÃO ME REPRESENTA!
Estou abismado com alguns comentários em redes sociais, de pessoas propagando o ódio, e pior, comemorando a morte de outras pessoas. Independente de partido e amores por alguns políticos, devemos respeito, repito, DEVEMOS RESPEITO, para sermos respeitados. Nesse momento de luto, me solidarizo com Lula e seus filhos, pela morte da esposa, mãe, avó e mulher, dona Marisa Letícia, ex primeira dama do Brasil.
Sejamos mais humanos. Antes de abrir a boca para falar merda, como muitos fizeram, devemos nos colocar no lugar do próximo. Marisa é filha, é mãe, é avó, é esposa, e querendo ou não, na trajetória de vida foi uma mulher guerreira. Ter um coração ruim ao ponto de desejar a morte de alguém, só demonstra o quão fútil a pessoa é. Uma alma repleta de ódio, não tem outro destino, senão morrer do próprio veneno. A humanidade está perdendo a humanidade.
Lula, eu estou com você e sua família nesse momento de dor. Esse Brasil de ódio não me representa.
Que Deus a acolha em seus braços e conforte toda a família!
Para o ódio prevalecer, basta os bons se calarem. Eu não vou me calar diante de tanta maldade.
Este texto, tirei do face...copiei, no bem da verdade sem precisar tirar uma virgula! Hoje deveria ser um dia abençoado, já que comemoramos o dia de Iemanjá, porém o ódio, a insanidade a maldade e ignorância humana falou muito mais alto, do que a fé poderia propagar.
Falou mais alto o ódio, o horror ao pobre, a xenofobia, homofobia, todas as fobias que diminuem os seres humanos. Falou mais alto a crença que o Brasil ainda é um celeiro de escravos, e que devemos nos abaixar para corrupto escravagista, para politiqueiro cesta básica. Falou mais alto a covardia, o opressor, a burguesia direitista que neste país fede!
Quando penso que há quem comemore a morte de alguém, só posso lamentar e sentir pena, e pedir aos céus que a lei do retorno não demore muito, porque a coisa tá tensa. Mais ainda, por um outro lado, me sobe no peito aquele orgulho de morar em uma casinha muito, muito humilde, porém manter um pouco de dignidade que o sistema insiste em querer nos tirar.
Dona Marisa, mais do que Petista, eu sou filha, sou esposa, sou mãe, sou negra, sou espírita, ou seja.. faço parte da minoria. No entanto, lhe agradeço do fundo do coração por teres sido tão corajosa, tão forte e bondosa... por jamais ter abandonado nosso maior Estadista de todos os tempos, o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva e juntos terem oportunizado milhões de pessoas POBRES  melhorar de vida, por estudarem, por seguir seu caminho e comer um pedaço grande de carne como há muito outros governos não permitira. Agradeço a senhora por nos ensinar a ter coragem e dignidade e enfrentar os predadores com fé. Hoje, dia sagrado, repito com com um pouco de animo, dia de mãe Iemanjá... sei que a senhora já está nos braços do Divino. Sei que a senhora foi acolhida pelos guias de luz e mais evoluída do que nunca, seguirá dando forças aos seus.

Fiques com minha prece, e minha eterna gratidão.

                                                - "Pensando assim eu vou vivendo a vida" -

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Este ano, 50 anos da morte de Che Guevara

No dia em que executaram o Che Guevara em La Higuera, uma aldeola perdida nos confins da Bolívia, Julio Cortázar – que na época trabalhava como tradutor na Unesco – estava em Argel. Naquele tempo – 9 de outubro de 1967 – as notícias demoravam muito mais que hoje para andar pelo mundo, e mais ainda para ir de La Higuera a Argel.
Vinte dias depois, já de volta a Paris, onde vivia, Cortázar escreveu uma carta ao poeta cubano Roberto Fernández Retamar contando o que sentia: “Deixei os dias passarem como num pesadelo, comprando um jornal atrás do outro, sem querer me convencer, olhando essas fotos que todos nós olhamos, lendo as mesmas palavras e entrando, uma hora atrás da outra, no mais duro conformismo... A verdade é que escrever hoje, e diante disso, me parece a mais banal das artes, uma espécie de refúgio, de quase dissimulação, a substituição do insubstituível. O Che morreu, e não me resta mais do que o silêncio”.

Mas escreveu:

"Yo tuve un hermano 
que iba por los montes 
mientras yo dormía. 
Lo quise a mi modo, 
le tomé su voz 
libre como el agua, 
caminé de a ratos 
cerca de su sombra. 
No nos vimos nunca 
pero no importaba, 
mi hermano despierto 
mientras yo dormía, 
mi hermano mostrándome 
detrás de la noche 
su estrella elegida..."

A ansiedade de Cortázar, a angústia de saber que não havia outra saída a não ser aceitar a verdade, a neblina do pesadelo do qual ninguém conseguia despertar e sair, tudo isso se repetiu, naquele 9 de outubro de 1967, por gente espalhada pelo mundo afora – gente que, como ele, nunca havia conhecido o Che.
O Che foi morto, o que me vem à memória são as palavras de Cortázar, o poema que recordo em sua voz grave e definitiva: “Eu tive um irmão, não nos encontramos nunca mas não importava, meu irmão desperto enquanto eu dormia, meu irmão me mostrando atrás da noite sua estrela escolhida”.
No dia anterior, 8 de outubro de 1967, um Ernesto Guevara magro, maltratado, isolado do mundo e da vida, com uma perna ferida por uma bala e carregando uma arma travada, se rendeu. Parecia um mendigo, um peregrino dos próprios sonhos, estava magro, a magreza estranha dos místicos e dos desamparados. Foi levado para um casebre onde funcionava a escola rural de La Higuera. No dia seguinte foi interrogado. Primeiro, por um tenente boliviano chamado Andrés Selich. Depois, por um coronel, também boliviano, chamado Joaquín Zenteno Anaya, e por um cubano chamado Félix Rodríguez, agente da CIA. Veio, então, a ordem final: o general René Barrientos, presidente da Bolívia, mandou liquidar o assunto.
O escolhido para executá-la foi um soldadinho chamado Mario Terán. A instrução final: não atirar no rosto. Só do pescoço para baixo. Primeiro o soldadinho acertou braços e pernas do Che. Depois, o peito. O último dos onze disparos foi dado à uma e dez da tarde daquela segunda-feira, 9 de outubro de 1967. Quatro meses e 16 dias antes, o Che havia cumprido 39 anos de idade. Sua última imagem: o corpo magro, estendido no tanque de lavar roupa de um casebre miserável de uma aldeola miserável de um país miserável da América Latina. Seu rosto definitivo, seus olhos abertos – olhando para um futuro que ele sonhou, mas não veria, olhando para cada um de nós. Seus olhos abertos para sempre.
Depois daquela segunda-feira, o homem novo sonhado por ele não aconteceu. Suas idéias teriam cabida no mundo de hoje? Como ele veria o que aconteceu e acontece? O que teria sido dele ao saber que se transformou numa espécie de ícone de sonhos românticos que perderam seu lugar? Haveria lugar para o Che Guevara nesse mundo que parece se esfarelar, mas ainda assim persiste, insiste em acreditar num futuro de justiça e harmonia? Um lugar para ele nesses tempos de avareza, cobiça, egoísmo?
Deveria haver. Deve haver. O Che virou um ícone banalizado, um rosto belo estampado em camisetas. Mas ele saberia, ele sabe, que foi muito mais do que isso. O que havia, o que há por trás desse rosto? Essa, a pergunta que prevalece.
O Che viveu uma vida breve. Passaram-se mais anos da sua morte do que os anos da vida que coube a ele viver. E a pergunta continua, persistente e teimosa como ele soube ser. Como seria o Che Guevara nesses nossos dias de espanto? Pois teria sabido mudar algumas idéias sem mudar um milímetro de seus princípios.
Diz Eduardo Galeano, que conheceu o Che Guevara: ele foi um homem que disse exatamente o que pensava, e que viveu exatamente o que dizia.
Assim seria ele hoje.
Já não há tantos homens talhados nessa madeira. Aliás, já não há tanto dessa madeira no mundo. Mas há os mortos que nunca morrem. Como o Che.
E, dos mortos que nunca morrem, é preciso honrar a memória, merecer seu legado, saber entendê-lo. Não nas camisetas: nos sonhos, nas esperanças, nas certezas. Para que eles não morram jamais. Como o Che.

FONTE:Carta maior

Este texto estava no meu antigo blog, e na época era 44 anos de aniversário de morte  (aniversário de morte, coisa mais contraditório), enfim... eu adaptei retirando apenas as partes que falavam em 44 anos. Perfeito o texto - 



Guevara Vive!!
                                                

                                                - "Pensando assim eu vou vivendo a vida" -


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Oi Pensantes!

Fiz este blog, porque na verdade excluí o outro que eu tinha! Excluí porque já fazia 6 anos, e já não existia a vontade de lidar com o velho... este é o problema do ser humano, não conseguir reaproveitar e reciclar espaços que já estão prontos. No entanto, também desmanchei pela quantidade de erros ortográficos e bobagens que existia lá... rsrsrs
Estamos em um momento drástico em nosso Brasil, como há muito tempo não víamos e nem sentíamos, há uma falta de patriotismo e respeito com o alheio, com o nosso e conosco... a política está acabando com todas as políticas públicas garantidas por nossa Constituição, além de que me sinto entristecida com o povo que está vendo e não está percebendo (acredito eu), já deveríamos estar com a massa na rua contra os que são *contra* nós, o povo... cadê os paneleiros?
*Lamento muito!!!*

Neste espaço, irei ser eu, gostar de mim, pensar...opinar, sobre o que me fascina... tudo! Arte, filosofia, sociologia rsrsrs  - brincsss - mas irei falar bastante sobre artesanatos, músicas, filmes... POLÍTICA TAMBÉM... DESEJO QUE GOSTEM!

Me despeço aqui, mas voltarei em breve... 


"O Pensar liberta o homem das algemas da ignorância, dando-lhe um novo mundo através do pensamento, abrindo sua visão, concedendo-lhe um senso crítico no qual ele pode aprovar ou reprovar algo que julga certo ou errado."
W. Correia -


                                           - "Pensando assim eu vou vivendo a vida" -